Foram anos a cantar-te em noites Karaokê. Não era a minha voz que impressionava, mas a postura eloquente, libidinosa, sedutora… como caracterizava um bom amigo. Eu cantava só para ti. O sonho de que fala a canção eu transformava em realidade. Sentia-te cá dentro, os movimentos do meu corpo denunciavam-te. Muitos queriam estar na tua pele para acariciarem a minha. Percorrendo-a como se ela fosse um sabonete suave, com aroma do Índico. O verso “Te digo : Te amo” era a erupção. A “lava” que por mim escorria era causadora de uma duradoura emoção explosiva, contagiante. Quanto ao sentimento guardava só para mim e para ti. Foram momentos muito intensos que recordo com agrado e carinho. Hoje, sou invadida por essa canção, sim, porque ali dentro nunca ninguém entrou. Sorrio, delicio-me e olho para ti (naturalmente) como se tu te lembrasses! Agora estou na Isla Bonita, no São Pedro, contigo, the samba plays, pero el vestido no me cabe más…
quequeasextafeira

